Bolsonaro diz que fará o que o povo quiser e ressalta ser o chefe das Forças Armadas

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que fará o que o povo quiser e ressaltou mais uma vez que é o comandante supremo das Forças Armadas, em uma live carregada de duros ataques a governadores e prefeitos que adotam medidas de restrição às atividades para conter a disseminação da Covid-19 no pior momento da pandemia no país.

Na transmissão, Bolsonaro criticou as medidas de fechamento de atividades comerciais e de circulação de pessoas e afirmou que ninguém consegue exercer autoridade se tiver acabado a sua liberdade, com um “povo com fome” e “batendo cabeça”. Ele comparou a situação a um caos e questionou a quem interessa levar o Brasil a tal situação.

“O que está em jogo não é nem o seu prato de comida, é a sua liberdade. Repito, eu faço o que o povo quiser e digo mais, eu sou o chefe supremo das Forças Armadas, as Forças Armadas acompanham o que está acontecendo, as críticas em cima de generais, não é o momento de fazer isso”, disse.

O comentário de Bolsonaro –que é um ex-militar– ocorreu um dia após o pronunciamento e entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na qual classificou como erro grave a postagem do general Villas Bôas na véspera do julgamento de um recurso dele pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a liberdade do petista em abril de 2018 e disse que, se fosse chefe do Executivo Federal, teria exonerado o militar do cargo.

Segundo Lula, o ministro Edson Fachin, do STF, também errou ao demorar para criticar a manifestação de Villas Bôas. O ministro do Supremo só questionou as postagens do general neste ano.

Na live, Bolsonaro disse que seria fácil impor uma ditadura no Brasil ao mencionar que, em municípios, há guardas municipais que estão colocando todo mundo dentro de casa. Em um comentário, ele chegou a dizer que “imagina se fosse as Forças Armadas”. E ainda se intitulou o “garantidor da democracia” no Brasil.

Bolsonaro voltou a reclamar das medidas adotadas por governadores e prefeitos e questionou a preocupação deles com as pessoas que precisam trabalhar para levar o sustento para casa. O presidente se disse preocupado com mortes, mas defendeu que se enfrente a questão do vírus.

“Não tem como deixar o povo em casa mais. Não é questão de paciência, é de sobrevivência”, disse.

“Trabalhar virou sinônimo de crime no Brasil, não tem nenhuma sensibilidade desses governadores”, emendou ele.

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