Segundo o CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a transição energética deixou de ser uma pauta exclusivamente ambiental para se tornar o principal vetor de inovação e novos negócios nos setores de engenharia e construção no Brasil. A substituição de matrizes fósseis por fontes renováveis está gerando uma demanda sem precedentes por infraestruturas engenhosas e resilientes.
Abordaremos as competências técnicas necessárias para os profissionais que desejam liderar esta transformação nos canteiros de obras. Continue a leitura para compreender como a engenharia nacional está se reinventando para construir o alicerce de uma sociedade de baixo carbono.
Como a eletrificação pode transformar a infraestrutura de transmissão no Brasil?
O movimento rumo à eletrificação exige a construção de novas redes de transmissão e subestações preparadas para a intermitência das fontes renováveis. Como aponta o ex-presidente da OAS Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a modernização da malha elétrica nacional é um dos maiores canteiros de obras a céu aberto do país, demandando alta especialização em engenharia elétrica e civil.
Projetar e erguer parques eólicos em regiões remotas ou usinas solares de larga escala requer uma logística complexa e métodos construtivos que respeitem a topografia e o ecossistema local. Essa complexidade técnica eleva o valor agregado dos serviços de engenharia, transformando o setor em um polo de alta tecnologia e precisão. Além da geração de energia, a transição energética impulsiona a reforma e a adaptação de edifícios antigos para padrões de eficiência energética rigorosos.
Quais são as novas oportunidades na engenharia e construção com a transição energética?
A ascensão do hidrogênio verde e do armazenamento de energia em baterias (BESS) cria nichos de mercado totalmente novos para empresas de construção pesada e montagem industrial. Como aponta o ex-presidente da OAS, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a implantação de plantas de eletrólise e terminais portuários dedicados à exportação de energia limpa exige uma engenharia multidisciplinar de ponta.

Profissionais que dominam processos químicos, mecânicos e de automação encontram oportunidades em projetos que posicionam o Brasil como um exportador global de sustentabilidade. A transição energética não apenas muda a fonte do combustível, mas redesenha todo o mapa da infraestrutura produtiva nacional. No campo da mobilidade, a expansão da rede de recarga para veículos elétricos demanda uma readequação ágil de postos de combustíveis, estacionamentos e frotas logísticas.
Por que a qualificação técnica é o diferencial nesta nova era?
A transição para um modelo sustentável exige que os engenheiros e gestores de obras incorporem conceitos de economia circular e análise de ciclo de vida em todas as decisões. Conforme explica a liderança da empresa do Grupo André Guimarães, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a inovação em materiais, como o concreto de baixo carbono e o aço verde, torna-se o novo padrão de qualidade nas grandes licitações. O profissional do futuro deve estar apto a operar ferramentas de modelagem digital (BIM) integradas a dados de desempenho energético para otimizar os recursos do canteiro.
A transição energética, portanto, acelera a digitalização da engenharia, tornando-a mais eficiente, transparente e segura para os investidores e para a sociedade. Para aproveitar esse ciclo de crescimento, é fundamental que as empresas do setor se organizem para atender às exigências de conformidade ambiental e social. A organização de um portfólio focado em renováveis é a garantia de perenidade em um mercado que pune a obsolescência e premia a eficiência energética.
O papel da engenharia no futuro sustentável
O compromisso com a transição para fontes limpas é o que define a relevância das empresas de construção no século XXI. Como resume o CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a engenharia brasileira possui o talento e os recursos naturais necessários para liderar a mudança rumo a um futuro mais verde.
Ao transformarmos o desafio climático em oportunidade de inovação e emprego, fortalecemos a soberania nacional e a competitividade da nossa indústria. O legado que deixamos é medido pela solidez das nossas obras e pela clareza da nossa visão em construir um mundo em que a energia seja limpa, abundante e acessível a todos.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
