Foco em tempos de distração virou um diferencial competitivo, como reforça o CEO Ian Cunha, tratar a atenção como um recurso é tão estratégico quanto capital e equipe. Se você sente que trabalha muito, mas avança menos do que deveria, continue a leitura e veja como proteger energia mental sem cair em promessas fáceis.
Por que a atenção virou o novo gargalo?
Quando a atenção é interrompida, o trabalho perde continuidade e o cérebro paga o custo de alternância. Em vez de produzir com profundidade, você entra em um ciclo de começo, interrupção e retomada. À vista disso, o dia se enche, mas o progresso diminui.

Além disso, distração não atinge apenas execução, ela atinge estratégia. Quando você não sustenta tempo suficiente de pensamento, passa a decidir por impulso, aceitar demandas alheias como prioridade e substituir planejamento por reação. Como observa Ian Cunha, empresário serial, esse é um dos riscos mais caros: a empresa vira um reflexo do ambiente, e não uma força com direção própria.
Proteção de atenção como escolha operacional
Proteger a atenção não é força de vontade, é desenho de rotina e ambiente. No entendimento de Ian Cunha, fundador, a liderança precisa tratar foco como uma decisão operacional: quais canais ficam abertos, quais horários são destinados a trabalho profundo, e quais demandas entram com urgência real.
Uma boa prática é limitar entradas. Se tudo chega por todos os canais, a mente vira atendimento ao cliente do mundo inteiro. Portanto, defina um fluxo: onde entram pedidos, quando são triados e como viram prioridade. Em seguida, o que não é urgente vira fila, não vira interrupção.
Esse desenho reduz o ruído e melhora a coordenação com o time. Ao fim e ao cabo, quando a empresa define como se comunica, ela também define como pensa.
O papel do trabalho profundo na qualidade das decisões
Trabalho profundo é o espaço em que você transforma informação em entendimento. Sem esse espaço, você coleta muito e sintetiza pouco. Assim sendo, a empresa fica informada, mas não fica inteligente.
Para sustentar foco, é útil reservar blocos de atenção sem notificações, sem multitarefa e sem alternância de contextos. Visando a tornar isso viável, escolha um horário previsível, defina uma tarefa clara antes de iniciar e reduza a fricção de começo. Quando o bloco começa com dúvida, ele vira distração disfarçada.
Como sugere Ian Cunha, CEO, a profundidade é onde surgem as decisões que evitam retrabalho. Uma hora de pensamento bem protegido pode economizar semanas de execução desalinhada. Dessa forma, foco não é um luxo individual; é eficiência organizacional.
Energia mental como ativo e como limite
Atenção não é infinita. Quando você força produtividade sem respeitar energia mental, a qualidade cai e a irritação sobe. Portanto, proteger foco também exige proteger energia: sono minimamente regular, pausas curtas para recuperar capacidade de concentração e organização do dia em torno de tarefas que exigem níveis diferentes de esforço cognitivo.
À vista disso, vale observar o efeito da fadiga. Em muitos casos, a distração é sintoma de exaustão, não de indisciplina. Quando a mente está saturada, ela busca alívio em estímulos rápidos. Em contrapartida, quando há recuperação, o foco volta a ser possível.
Como pontua Ian Cunha, superintendente geral, tratar energia mental como ativo é reconhecer que a empresa cresce melhor quando a liderança preserva a lucidez. Em última análise, a decisão ruim nasce mais frequentemente de cansaço do que de falta de informação.
Foco: Uma vantagem construída
Foco em tempos de distração é uma vantagem construída, não um traço de personalidade. Diante do exposto, proteger atenção e energia mental exige reduzir entradas, definir fluxos de comunicação, reservar trabalho profundo e respeitar limites cognitivos. Dessa forma, você volta a decidir com clareza, executa com menos retrabalho e preserva direção mesmo em ambientes ruidosos.
Se você quer consolidar esse modelo, revise seus gatilhos de interrupção e implemente pequenas barreiras que favoreçam a profundidade. Quando a atenção é protegida, a empresa deixa de viver no modo reativo e passa a operar com intenção.
Autor: Florys Arutzman
