Kepler Weber cria área de negócios focada em digitalização

Empresa considera a possibilidade de oferecer ao mercado a rastreabilidade dos grãos

“É um novo caminho que se abre para gerar receita recorrente à Kepler Weber e faz parte da visão de futuro do negócio”, explica Piero Abbondi, CEO da companhia

A Kepler Weber anunciou uma nova área de negócio que tem como foco a digitalização da cadeia de pós-colheita. O objetivo da empresa é agregar maior valor à cadeia de pós-colheita, através de inovações tecnológicas habilitadas pela plataforma sync, que conecta as unidades de beneficiamento e armazenagem e gera dados em tempo real sobre o desempenho das operações nas fazendas.

“Esta área surge para ampliar os ganhos de eficiência e produtividade, transformando os dados coletados pela plataforma em um ativo para baratear custos e facilitar a vida dos produtores”, explica Tadeu Vino, superintendente comercial e de marketing da Kepler Weber. O novo braço conectará toda a jornada do grão após a colheita, desde a operação e logística até financiamentos e seguros agrícolas.

“Do ponto de vista da empresa, é um novo caminho que se abre para gerar receita recorrente à Kepler Weber e faz parte da visão de futuro do negócio”, explica Piero Abbondi, CEO da companhia. Criada em 2019, a plataforma sync vem sendo objeto de atenção da companhia nos últimos anos, com investimentos recorrentes. Ela permite que o produtor monitore, em tempo real, toda movimentação das unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos, gerando maior eficiência energética e tornando as operações mais sustentáveis e seguras.

Pelo desenho da nova área de negócio, a Kepler Weber também considera a possibilidade de oferecer ao mercado a rastreabilidade dos grãos, “o que vai agregar ainda mais valor à safra. Estamos trazendo ao mercado uma forma inovadora de olhar o segmento de pós-colheita, uma jornada construída ao longo dos nos últimos anos”, diz Abbondi.

Segundo a companhia, atualmente 40 plantas espalhadas pelo Brasil estão com a tecnologia sync disponível e operando. Outras duzentas possuem os equipamentos, mas ainda não estão habilitadas. A empresa quer ampliar a base de unidades já instaladas conectadas ao pós-colheita 4.0.

A Kepler Weber também vai reposicionar as demais, transformando o segmento de armazenagem em pós-colheita, enquanto a área de exportação passa a se chamar negócios internacionais. Já a movimentação de granéis sólidos será denominada portos, terminais e agroindústrias, ampliando sua atuação para além da logística, atendendo também a etapa de transformação de commodities em produtos de maior valor agregado.

O departamento de reposição e serviços, que dobrou de tamanho nos últimos quatro anos, segue sendo a principal fonte de receitas recorrentes da companhia, agora em sinergia com a nova área de negócios focada no digital.

A Kepler Weber é a 167ª maior empresa da região e também a 62ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.