Ibovespa Futuro tem leve alta com exterior, apesar de queda da indústria e votações no Congresso

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre a sessão desta quinta-feira (2) com leve alta, seguindo a manhã de cautela no exterior, com investidores à espera de novos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos após o relatório ADP, do setor privado, decepcionar as estimativas na véspera.

Nesta manhã, serão divulgados os dados de pedido de auxílio desemprego, antecedendo a divulgação do relatório de emprego nos EUA, o payroll, nesta sexta (3), que por sua vez pode trazer pistas sobre a política do Fed, em especial quando o banco central americano começará a desacelerar seu programa de compra de ativos, que vem desembolsando mensalmente US$ 120 bilhões nos mercados. Também pode indicar a direção a ser tomada por bancos centrais na Europa.

Por aqui, atenção para a repercussão da votação na Câmara do texto-base da reforma do Imposto de Renda, que estabelece alíquota sobre lucros e dividendos em 20% e o fim dos Juros sobre o Capital Próprio (JCP).

Já em dois reveses para o governo no Senado, o texto da minirreforma trabalhista foi rejeitado, enquanto  os parlamentares da Casa aprovaram decreto legislativo que reduz restrições colocadas em planos de saúde de estatais, com custo adicional de R$ 1,5 bilhão ao ano.

Na agenda econômica, após o PIB do segundo trimestre decepcionar na véspera, os investidores fica de olho nos dados da produção industrial, que caiu 1,3% em julho na comparação com o mês anterior, segundo dados do IBGE. O resultado ficou bem abaixo do recuo de 0,5% previsto pelos analistas consultados pela Refinitiv.

Às 9h10 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em outubro de 2021 tinha alta de 0,16%, a 119.385 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial opera em queda de 0,01% a R$ 5,183 na compra e a R$ 5,184 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em outubro registra baixa de 0,07% a R$ 5,204.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe um ponto-base a 6,84%, DI para janeiro de 2023 tem alta de um ponto-base a 8,59%, DI para janeiro de 2025 avança um ponto-base a 9,64% e DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de dois pontos-base a 10,04%

As bolsas asiáticas fecharam a quinta-feira com desempenhos variados. Na quarta, as farmacêuticas Moderna e Takeda anunciaram que estão trabalhando com autoridades do Japão para realizar um recall de diversos lotes de vacinas após serem encontrados contaminantes de aço inoxidável.

Reguladores chineses do Ministério do Transporte e outros órgãos convocaram e entrevistaram 11 empresas de caronas pagas, e demandaram que elas retificassem comportamentos que não estão de acordo com as regras no país. Entre as empresas entrevistadas estiveram Didi e Meituan.

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus tem leve alta, com destaque positivo para papéis dos setores de viagem e lazer, e negativo para o setor de recursos básicos.

Na agenda econômica, a inflação na zona do euro medida pelo Índice de Preços ao Produtor avançou 12,1% em julho na comparação anual, frente à projeção de 11%, e ao patamar anterior, de 10,2%. Na comparação mensal, o índice avançou 2,3%, frente à projeção de 1,1% e ao patamar anterior, de 1,4%.

Agenda

Brasil

5h: IPC-Fipe de agosto teve alta de 1,44% em agosto, ante 1,02% em julho
9h: IBGE divulga produção industrial de julho, com projeção do consenso Refinitiv de queda de 0,5% ante junho e alta de 1,8% na comparação anual
9h30: Lobista Marconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria presta depoimento na CPI da Covid

No radar: leilão da concessão dos serviços da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) à iniciativa privada acontece na B3.

EUA

9h30: Pedidos de auxílio desemprego na semana até 28 de agosto, com consenso Refinitiv de 345 mil pedidos
9h30: Balança comercial de julho, com expectativa Refinitiv de déficit de US$ 71 bilhões
11h: Encomendas à indústria de julho
14h: Raphael Bostic, membro do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc na sigla em inglês) do Fed, realiza um discurso
16h: Mary Daly, do Fomc, realiza um discurso

Japão

21h30: Índice do Gerente de Compras (PMI na sigla em inglês) do setor de serviços, relativo a agosto

China

22h45: PMI do setor de serviços Caixin, relativo a agosto

Por Dentro dos Resultados

14h: InfoMoney entrevista executivos do Mercado Livre (MELI34), Fernando Yunes (SVP) e Tulio Oliveira (VP do Mercado Pago)
17h: InfoMoney entrevista Ana Karina, CEO do Banco BMG (BMGB4)

Quer fazer perguntas aos CEOs das empresas que se destacam na Bolsa? Acompanhe a série Por Dentro dos Resultados no YouTube do InfoMoney

Covid, PIB, mobilidade e CPI

Na quarta (1º), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 643, patamar 22% abaixo daquele de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 703 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

Nas últimas 24 h, quatro estados não registraram mortes por Covid: Acre, Amazonas, Amapá e Rondônia.

A média móvel de novos casos em 7 dias foi de 22.660, queda de 24% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 25.805 novos casos.

Chegou a 132.174.844 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 61,96% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 63.554.779 pessoas, ou 29,79% da população.

Na quarta, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia avaliou que o resultado negativo do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre ocorreu no período de três meses com maior número de mortes pela Covid-19 e com efeitos setoriais relevantes e, nesse sentido, argumentou que é mais importante avaliar a qualidade dos dados.

O PIB registrou uma contração de 0,1% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, manteve a previsão de um crescimento acima de 5% para o ano.

“Importantes reformas pró-mercado e medidas de consolidação fiscal estão sendo aprovadas, lançando as bases para o crescimento sustentável do país no longo prazo”, ressaltou a SPE em nota, destacando a melhora nos indicadores fiscais, com redução da projeção da dívida bruta e um menor déficit primário para 2021 e 2022.

Também na quarta, Portugal anunciou que permitirá a entrada de turistas do Brasil, quase 18 meses depois de impor a proibição de viagens não essenciais do país sul-americano para conter a disseminação do coronavírus.

Os viajantes do Brasil agora já não precisam ficar em quarentena, mas devem apresentar um teste negativo de Covid-19. A mesma regra se aplica a visitantes da Grã-Bretanha, de acordo com o governo português.

Na quarta-feira, o relator da CPI da Covid do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o colegiado decidiu incluir o ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, e o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) no rol de investigados da comissão de inquérito.

O anúncio foi feito no início da reunião que ouvia o motoboy Ivanildo da Silva, que trabalha para a VTCLog, empresa com contratos com o Ministério da Saúde.

A comissão apresentou na véspera imagens em que o motoboy aparece no mesmo horário e na agência onde foram pagos boletos do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias.

Ivanildo ganhou um habeas corpus que lhe dá direito de não se autoincriminar, mas disse que responderia aos questionamentos dos senadores.

Nesta quinta, a CPI da Covid no Senado ouve o advogado Marconny Albernaz Ribeiro, apontado como suposto lobista da Precisa Medicamentos. A empresa intermediou o contrato de compra pelo governo de doses da vacina Covaxin, produzida pela indiana Bharat Biotech.

Documentos obtidos pela CPI indicam que Jair Renan Bolsonaro, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), abriu uma empresa de eventos com a ajuda de Ribeiro, com o qual trocou mais de uma centena de mensagens. As conversas foram copiadas a pedido do Ministério Público Federal no Pará e enviadas para a CPI.

Reforma do IR e minirreforma trabalhista

A Câmara aprovou na noite de ontem o texto-base da reforma do Imposto de Renda, num acordo que envolveu a oposição, e estabelece taxação sobre lucros e dividendos e uma redução menor do imposto sobre o lucro das empresas. Foram 398 votos favoráveis ao parecer e 77 contrários.

Os parlamentares analisam nesta quinta os destaques de bancada, que podem modificar a versão aprovada. Concluída esta etapa, o projeto de lei segue para o Senado Federal.

De acordo com o substitutivo, os lucros e dividendos serão taxados em 20% a título de Imposto de Renda na fonte, mas fundos de investimento em ações ficam de fora. Na versão anterior, a alíquota era de 5,88% para os fundos. O projeto ainda prevê o fim do JCP. Já o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) será reduzido de 15% para 8%. Na versão anterior, a redução levava o tributo para 6,5%.

A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) diminuirá 0,5 ponto percentual em duas etapas, condicionadas à redução de deduções tributárias que aumentarão a arrecadação. Após o fim das deduções, o total será de 1 ponto percentual a menos, passando de 9% para 8% no caso geral. Bancos passarão de 15% para 14%; e demais instituições financeiras, de 15% para 14%.

O novo texto mantém, segundo o relator, a taxação de lucros e dividendos de 20% já prevista na versão anterior.
Também prevê alíquota adicional de 1,5% na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), a ser distribuída a entes federativos.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou em plenário que há compromisso de não haver veto à tributação de lucros e dividendos e à extinção da dedução sobre juros de capital próprio previstas no parecer.

Já o Senado rejeitou, em revés ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a proposta de “minirreforma” trabalhista, que criaria novos regimes de contratação para jovens, além de um programa para contratação sem direito a benefícios, como férias, 13º salário e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Com a rejeição, o governo não poderá editar medida provisória com o mesmo teor neste ano. O texto original da MP editado pelo Executivo previa a possibilidade de redução proporcional de jornada de trabalho e de salários e a suspensão temporária do contrato de trabalho.

Mas, durante sua tramitação na Câmara dos Deputados, passou a incorporar outros pontos, considerados “jabutis” pelos senadores, inserindo diversas alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), acesso à Justiça do Trabalho e à Justiça gratuita nos juizados especiais, entre outras inovações.

O relator da proposta, senador Confúcio Moura (MDB-RO), chegou a sugerir em plenário a rejeição de todas as mudanças na CLT, em troca da aprovação do restante da MP, mas ela acabou rejeitada e arquivada por 47 votos a 27.

“A medida provisória do governo, quando chegou, tinha em torno de 20 artigos e foi para 89 ou 90, tudo feito por emendas”, criticou o senador Paulo Paim (PT-RS). “Não dá para votar uma matéria dessa nesses moldes.”

O Senado ainda impôs a segunda derrota do dia ao governo e revogou uma proposta que desmonta as regras que estabeleceram limites para os gastos de estatais com planos de saúde para empregados. A proposta pode inviabilizar a privatização dos Correios, uma das prioridades da agenda do governo Jair Bolsonaro.

O texto, já aprovado pela Câmara, foi aprovado pelos senadores em votação simbólica e segue agora para promulgação – ou seja, não pode ser vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. Agora, ele será transformado em lei.

Além disso, na quarta-feira o vice-presidente, general da reserva Hamilton Mourão, previu que o Brasil poderá ter que enfrentar um racionamento de energia nos próximos meses, se as medidas adotadas agora não surtirem efeito, e que a crise pode se manter pelos próximos anos.

“O governo tomou as medidas necessárias, criou uma comissão para acompanhar e tomar as decisões a tempo e a hora no sentido de impedir que haja um apagão. Agora, pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento, o próprio ministro falou isso”, disse Mourão.

Na terça, o governo federal anunciou uma nova bandeira tarifária, chamada de “escassez hídrica”, que levará a um reajuste de 6,78% na tarifa média de energia ao consumidor. A taxa extra cobrada a cada 100 kWh quando o sistema está em bandeira vermelha passa de R$ 9,50 para R$ 14,20.

Em pronunciamento em cadeia nacional na noite de terça, o ministro das Minas e Energia, almirante de esquadra Bento Albuquerque, disse não haver risco de racionamento, apesar da maior crise hídrica do país em 91 anos, mas disse que a “condição hidroenergética se agravou” e pediu que a população tome medidas para reduzir o desperdício.

Como incentivo, consumidores residenciais e pequenos negócios poderão receber um desconto na conta de luz se reduzirem o consumo.

Segundo informações d agência Reuters, na noite de terça o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, conversou com um grupo de senadores sobre a tramitação do projeto que cria um marco regulatório das ferrovias, após o governo ter editado na véspera uma medida provisória que também define um marco legal para o setor.

Insatisfeitos com a edição da MP, senadores aprovaram um requerimento para cobrar que o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), devolvesse o texto do governo. Posteriormente, Pacheco disse em entrevista que iria avaliar qual decisão tomar.

Na conversa, que ocorreu no gabinete do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), Freitas concordou com a continuidade da tramitação do projeto do senador José Serra (PSDB-SP) sobre marco legal das ferrovias, que é mais abrangente do que a MP. A proposta de Serra está pronta para ser votada em plenário e senadores querem que ela seja pautada logo.

Radar corporativo

Taesa (TAEE11)

A transmissora de energia elétrica Taesa iniciou nesta quarta-feira a operação do empreendimento de transmissão Janaúba, que liga as regiões Nordeste, que tem batido recordes de geração eólica e solar, e Sudeste, principal centro de consumo elétrico do país, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A inauguração, quase seis meses antes do previsto, ocorre em momento importante para reforçar a robustez do sistema, enquanto o governo trabalha para garantir o abastecimento de energia do país, diante da maior crise em mais de 90 anos em reservatórios de hidrelétricas, principal fonte geradora do país.

O empreendimento conecta os Estados de Minas Gerais e Bahia, com extensão de 542 km de linha. O projeto compreende as linhas de transmissão de Bom Jesus da Lapa (BA)-Janaúba (MG) e Janaúba-Pirapora (MG), ambas de 500 kV, e três subestações de 500 kV distribuídas em cada uma das cidades.

Omega (OMGE3)

A elétrica Omega Energia fechou acordo com o Grupo Heineken para a implementação de ativos de geração renovável no Nordeste, visando o fornecimento de eletricidade para atendimento a 100% do consumo de 13 cervejarias e nove centros de distribuição no Brasil, informou a empresa nesta quarta-feira.

Segundo a Omega Energia, que fechou o acordo por meio da Omega Desenvolvimento, a operação deve acarretar uma redução de 270 mil toneladas de emissões de gás carbônico na atmosfera. O contrato prevê fornecimento de energia por um período de dez anos.

BRF (BRFS3)

A companhia de alimentos BRF concluiu nesta quarta-feira, por meio da subsidiária BRF Pet, a aquisição das empresas de ração para pets Mogiana Alimentos e Grupo Hercosul por R$ 1,35 bilhão, segundo fato relevante.

A BRF havia divulgado as operações no final de junho, mas sem detalhar os valores envolvidos. A empresa passará a ter uma fatia de cerca de 10% no mercado de “pet food” do Brasil, segundo maior país em vendas do setor do mundo.

Vittia ([ativo=VITT3])

A ação da Vittia estreia na B3 nesta quinta-feira, após ter o preço por ativo fixado em R$ 8,60 em oferta restrita. A companhia atua na área de defensivos biológicos e fertilizantes especiais.

O IPO movimentou R$ 359 milhões, com cerca de 15% desse valor sendo destinado ao caixa, com o objetivo de realizar aquisições estratégicas.

BrasilAgro (AGRO3)

A BrasilAgro, companhia que atua na compra e venda de propriedades rurais e também na produção agrícola, reportou salto de 277% no lucro líquido do quarto trimestre da safra 2020/21, para R$ 127,9 milhões, com impulso do bom momento de preços que atravessa o setor apesar de uma quebra de safra por intempéries.

A companhia, que opera no Brasil, Paraguai e Bolívia, disse ainda que entra no novo ano-safra 2021/2022 “preparada para se beneficiar da conjuntura de câmbio e preços das commodities. Segundo a BrasilAgro, com os custos atuais, “esperamos que o bom nível de rentabilidade se mantenha na operação também para a 2021/22”.

IPOs

A empresa de galpões logísticos Fulwood pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO em inglês), no mais recente exemplar de empresa em busca de recursos no mercado para financiar projetos de expansão, impulsionadas pelo boom do comércio eletrônico no Brasil, catalisado pelos efeitos da pandemia da Covid-19. Criada em 2013, a Fulwood tem 90 contratos de locação em 13 empreendimentos entre São Paulo e em Minas Gerais, para clientes incluindo Mercado Livre, Huawei e Foxconn. Ao todo, tem mais de 800 mil metros galpões desenvolvidos.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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