Apertar o play para doar: como games podem ajudar causas sociais

Filantropia e jogos eletrônicos. Esse encontro até poderia ser considerado antigamente como algo improvável, mas hoje é uma realidade cada vez mais frequente. E, por meio de um game, há a possibilidade de abrir diálogo online, principalmente com as gerações mais novas, para promover o engajamento social.

O 38° episódio do podcast Aqui Se Faz, Aqui Se Doa trata desse panorama e explica algumas das iniciativas criadas pelas empresas para que o gamer possa, com um clique, beneficiar uma causa social importante enquanto se diverte no jogo.

O programa traz vários dados sobre o setor. Por exemplo, um estudo da consultoria Accenture, divulgado em abril deste ano, estimou que o valor direto e indireto da indústria de jogos seja maior que US$ 300 bilhões, apontando que esse mercado seja maior que o da música e o do cinema somados.

Um dos modelos de negócio em vários jogos online é a venda das chamadas “skins” (quando a imagem de um personagem dos games pode ser alterada, por exemplo, com diferentes roupas, armas ou poderes).

E foi por meio da venda de uma “skin” especial que a empresa Riot Games conseguiu arrecadar, entre os jogadores do game League of Legends, mais de US$ 6 milhões para destinar a instituições sociais, conforme informou o podcast.

Os jogadores votaram em abril de 2020 para escolher em qual das 46 ONGs selecionadas pela campanha receberiam um valor maior de recurso, tendo cada uma das instituições já assegurado, pelo menos, US$ 10 mil.

O Aqui Se Faz, Aqui Se Doa – programa produzido pelo Instituto MOL e pelo Movimento Bem Maior, com o apoio do InfoMoney – conversou com o publicitário e CEO da equipe de e-sports Vivo Keyd, Tiago Xisto.

Ele citou o caso do game de celular Cyber Hero, lançado pela Vivo Keyd, no qual foi feita uma parceria com a empresa Ribon para que as pessoas pudessem, pelo jogo virtual, ajudar projetos sociais reais. Assim, o engajamento feito ao ver um anúncio ou a quantidade de horas jogadas geram doações ao terceiro setor.

Tiago explicou que o senso de comunidade no mundo dos games é muito grande. Esse cenário é propício para gerar apoio para ações de caridade e para abordar questões sociais importantes.

“As pessoas se divertem, engajam, jogam, movimentam a comunidade e, além de tudo isso, a gente consegue abraçar uma causa social. Eu vejo essa plataforma de games como, na verdade, um grande canal de comunicação para falar com esse público jovem. E podemos falar da temática que for”, afirmou na entrevista ao podcast.

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