Sérgio Cabral tem nova transferência de presídio determinada pela Justiça

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi transferido de presídio mais uma vez. Na noite desta segunda-feira (23), a juíza da Vara de Execuções Penais, Ana Paula Abreu Filgueiras, determinou a mudança de prisão.

Cabral estava preso no 1º Grupamento de Bombeiro Militar (1º GBM), no Humaitá, bairro da Zona Sul do Rio. Agora, ele se encontra no Grupamento Especial Prisional (GEP) do Corpo de Bombeiros, em São Cristóvão, na Zona Norte da capital fluminense.

A decisão foi motivada pelo fato do 1º GBM não ser uma unidade prisional, mas sim um quartel normal de bombeiros. A antiga prisão não contava com procedimentos padrões, como atendimentos de saúde e entrada e revista de visitantes.

Na decisão, Ana Paula Abreu Filgueiras informa que, no último sábado (21), o juiz titular da vara fez uma inspeção no Grupamento Especial Prisional (GEP) do Corpo de Bombeiros e constatou que a unidade fica ao lado de duas escolas, não havendo proximidade com as comunidades.

O relatório também indica que o presídio está instalado no final do terreno e não há comunicação com outra cadeia.

Em nota, os advogados de defesa de Cabral, Patrícia Proetti, Daniel Bialski e Bruno Borragine, afirmaram que “o ofício contraria o que fora determinado pelo próprio Comandante dos Bombeiros, que justificou a impossibilidade da permanência do ex-governador no GEP por questões de segurança”.

A juíza Ana Paula Abreu Filgueiras negou ainda um requerimento para que Sergio Cabral ficasse internado por três dias, no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. De acordo com a decisão, até o momento, a defesa do ex-governador não incluiu no processo os laudos médicos que comprovem o diagnóstico de diabetes.

Os advogados informaram ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que o atendimento se faz necessário “em virtude de contar 59 anos de idade, ser portado de diabetes mellitus, apresentar problemas no estômago, fazendo uso de medicamentos contínuos, além de histórico familiar de hipertensão e problemas cardíacos”.

A defesa também alega que Cabral está preso há cinco anos e cinco meses e, até o momento, não realizou “nenhum exame à manutenção da saúde”.

O ex-governador do Rio foi preso em novembro de 2016, em uma operação da Lava-Jato. Atualmente, a pena de Cabral já ultrapassa os 400 anos.

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