72% defendem prorrogação do auxílio emergencial por alguns meses em 2021, diz XP/Ipespe

SÃO PAULO – Uma das principais políticas adotadas no enfrentamento aos efeitos da pandemia do novo coronavírus, o auxílio emergencial, que encerra no fim do ano, deveria ser prorrogado por alguns meses em 2021, na opinião de 72% dos entrevistados pela pesquisa XP/Ipespe. O levantamento ouviu 1.000 eleitores entre os dias 7 e 9 de dezembro.

O resultado aponta para um crescimento de 4 pontos percentuais no grupo que apoia a extensão do benefício em comparação com levantamento feito em outubro.

Entre os que receberam o auxílio, o percentual dos que defendem mais parcelas no ano que vem foi de 73% para 81% no período. Já entre os não contemplados, a oscilação foi positiva em 2 pontos percentuais, para 67%.

A margem máxima de erro da pesquisa é de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

O levantamento também mostra que se manteve em 77% o grupo dos que acreditam que o Brasil enfrentará uma segunda onda de covid-19. Para 48%, o pior da pandemia ainda está por vir – o maior patamar desde julho (53%).

Outros 43% acreditam que já passou – oscilação negativa de 3 pontos percentuais ante novembro.

No mesmo período, foi de 37% para 40% o percentual dos que se dizem muito preocupados com o surto da doença e de 24% para 22% os que afirmam não estar com medo.

Mantêm o isolamento social que faziam nas semanas anteriores 47%, e 21% estão saindo menos de casa. Já 15% estão saindo mais – mesmo percentual dos que já não adotam as medidas restritivas.

Em relação à vacina, 40% acreditam que haverá um imunizante disponível para a população ainda no primeiro trimestre do ano que vem, ao passo que 49% dizem que isso acontecerá apenas depois de março. Outros 3% afirmam não acreditar em vacina disponível.

A despeito do agravamento da pandemia de covid-19 e do aumento da preocupação da população com a doença, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) praticamente manteve o patamar de aprovação do mês anterior.

Segundo a pesquisa, 38% dos eleitores avaliam sua administração ótima ou boa. Já 35% classificam a gestão como ruim ou péssima. Os dois grupos oscilaram positivamente 1 ponto percentual em relação à fotografia de novembro. Outros 25% consideram a gestão regular – 3 pontos percentuais abaixo no mesmo comparativo.

O levantamento também mostrou uma melhora na opinião dos eleitores sobre os governadores. Para 36%, é ótima ou boa a gestão em seus respectivos estados – salto de 4 pontos ante novembro. Já os que avaliam negativamente oscilaram de 28% para 26%. A melhora do desempenho se dá sobretudo pelas regiões Nordeste (+8 p.p.) e Sudeste (+3 p.p.).

Do lado da economia, subiu de 35% para 39% o percentual dos que acreditam que o país está no caminho certo. Desde março, a maioria diz que o caminho adotado é equivocado. Agora, este grupo responde por 50% dos entrevistados – uma oscilação negativa em 2 pontos percentuais ante novembro.

Segundo a pesquisa, 57% avaliam ser grandes as chances de manutenção do emprego nos próximos seis meses – mesmo patamar de outubro e 3 pontos percentuais a mais em relação a um mês atrás. Na outra ponta, 35% veem como pequena a possibilidade de manter o atual posto de trabalho, mesmo patamar de março de 2019.

O levantamento também capturou a percepção dos eleitores sobre a situação das próprias dívidas nos próximos seis meses. Para 32%, elas terão aumentado no período – uma oscilação positiva de 2 pontos percentuais em relação à edição anterior. Outros 25% esperam uma melhora na situação – recuo de 3 pontos no mesmo comparativo.

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