Com casos de Covid avançando, governo de SP anuncia novas medidas de combate à pandemia

SÃO PAULO – Nesta quinta-feira (19), João Doria (PSDB), governador de São Paulo, anunciou que assinará um decreto para determinar a proibição do desmonte dos leitos criados exclusivamente para receber pacientes infectados com a Covid-19, tanto na rede pública quanto na privada do estado.

O governo paulista também suspendeu novos agendamentos de cirurgias eletivas e de doenças para casos que não são considerados emergenciais. O anúncio vem em um momento de alta de casos no estado de São Paulo, e principalmente na capital paulista.

Na última quarta-feira (18), a taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) nos hospitais municipais de São Paulo por pacientes com Covid-19 chegou a 48%. O número é o maior registrado desde o dia 10 de agosto, quando a ocupação nesses mesmos hospitais era de 50%.

“Essa elevação da curva [de internações] promove a necessidade de medidas estratégicas. Dessa maneira, o governo assina hoje um decreto que determina a todos os hospitais públicos, filantrópicos e privados a não desmobilização de qualquer leito, seja ele de UTI ou de enfermaria, voltados para o atendimento do Covid-19. Assim como a não realização de novos agendamentos de cirurgias eletivas, para que dessa forma possamos garantir leitos para todos os pacientes com Covid”, disse Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde.

Ainda segundo o secretário, nesta quinta foi observado um aumento de 8% nas internações considerando a atual semana epidemiológica. Os dados, no entanto, ainda não estão fechados. A semana epidemiológica vai do dia 15 ao dia 21 de novembro.

Reavaliação do Plano SP

O governo de São Paulo também afirmou que vai mudar a forma de reavaliação do Plano SP, programa que coordena a retomada das atividades no estado em função do momento epidemiológico que cada região enfrenta.

O Plano SP era reavaliado a cada 30 dias. Agora, será reavaliado a cada 14 dias. Segundo Patricia Ellen, secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, a mudança na reavaliação ocorre porque o intervalo de 30 dias é adequado para períodos de queda de casos, o que não está ocorrendo no estado.

“Foi uma medida de prudência. O período de um mês era adequado em uma curva descendente da pandemia. Mas como estamos com uma curva ascendente, vamos acompanhar em períodos mais curtos o andamento da curva epidemiológica. Avançamos quando é possível e retrocedemos quando necessário”, afirmou Patrícia.

Vacinas chegam em São Paulo

Na manhã desta quinta-feira, 120 mil doses da CoronaVac, vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan, chegaram ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Ao comentar sobre as vacinas, Doria afirmou que, nos próximos 40 dias, dezenas de milhões de doses devem chegar ao Brasil.

“Recebemos hoje em Guarulhos 120 mil doses das primeiras 6 milhões de doses da CoronaVac. Ao longo dos próximos 40 dias, teremos o total de 46 milhões de doses da vacina. O Butantan, que completa 120 anos de existência nos próximos dias, está na corrida pela vida, e não na corrida pela vacina”, afirmou o governador.

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Doria ainda disse que “São Paulo torce pela vacina do Butantan, mas também pelo sucesso das outras vacinas”. Afirmou que esse é um momento crucial para o Brasil. “Não podemos perder tempo com burocracia e discussões inúteis de ordem politica e ideológica enquanto brasileiros morrem”, enfatizou o governador.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, reforçou as afirmações feitas por Doria e ainda lembrou que a vacina da Sinovac é o primeiro imunizante a chegar na América Latina.

“O fato de já termos a vacina presente por aqui já é um enorme avanço. Assim que os estudos clínicos forem finalizados, já poderemos submeter o registro à Anvisa. É um enorme orgulho para São Paulo e para o Instituto Butantan”, afirmou Covas.

Lockdown descartado

Gorinchteyn, secretário da saúde, disse que descarta a possibilidade de submeter o estado a um lockdown para frear os contágios, afirmando que os “países que tomaram essa decisão lá atrás se arrependeram”, citando países da Europa e Israel.

“O governo descarta totalmente um novo lockdown. Isso não foi feito nem no começo da pandemia. Hoje, temos leitos disponíveis, respiradores e índices da saúde que não nos revelam qualquer necessidade de retroceder para medidas mais drásticas”, explicou Gorinchteyn.

Mais cedo também nesta quinta-feira, Bruno Covas (PSDB), prefeito da capital paulista e candidato a reeleição, também descartou um lockdown na cidade de São Paulo, dizendo que vê “estabilidade de evolução na pandemia”.

O prefeito reiterou, por duas vezes, que a cidade de São Paulo está em “estabilidade de evolução na pandemia” e que não vai flexibilizar nem retroceder, por enquanto, ações de quarentena. “Vamos mostrar que não há segunda onda na cidade”, disse Covas.

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