Segunda onda: mundo bate recorde de contágios diários de covid-19; EUA chegam a 11 milhões de infectados

Máscara contra coronavírus de tecido, feita em casa, máscara caseira

SÃO PAULO – Em meio a uma alta repentina de casos, principalmente nos países europeus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o planeta bateu mais um recorde de novos casos diários de covid-19 em todo o mundo.

No último sábado (14), foram registrados 660.905 novos casos de Covid-19 no mundo, anunciou a entidade. O recorde anterior era de sexta-feira (645.410 novos casos), depois do registrado em 7 de novembro (614.013).

O recorde de casos diários ocorre no mesmo final de semana em que os EUA, país mais atingido pela pandemia, superaram os 11 milhões de casos. Na última sexta-feira (13), o país também reportou 187 mil novos casos em 24 horas, um recorde até o presente momento.

O aumento vertiginoso no número de infecções diárias acontece no momento em que o país enfrenta uma nova onda pandêmica, o que obriga as autoridades locais e estaduais a adotar medidas mais drásticas.

Aumento de casos na Europa

A Europa, que enfrenta uma alta de casos superior a do começo da pandemia, registra 336.652 mortes e mais de 14,5 milhões de casos desde o início da pandemia. Para frear o ritmo acelerado do contágio, as autoridades europeias não param de impor novas restrições e preparam novas medidas mais drásticas.

Na Alemanha, que está em confinamento parcial há duas semanas, o ministro da Economia, Peter Altmaier, advertiu a população que as restrições poderiam durar “ao menos quatro ou cinco meses”.

França, Áustria, Portugal e Reino Unido estão entre as nações que também adotaram medidas como toques de recolher noturno ou restrições parciais de deslocamento para tentar conter o avanço da doença.

Na França, as internações por coronavírus já excedem as da primeira onda, com mais de 32 mil pacientes atualmente em hospitais. Emmanuel Macron, presidente francês, decretou um novo confinamento a nível nacional no dia 30 de outubro, o que obriga ao fechamento de negócios considerados não essenciais.

Atualmente, os franceses só podem sair de casa para trabalhar, ir a uma consulta médica,  fazer compras essenciais ou sair rapidamente para fazer exercícios ou dar um passeio perto de casa.

Um “relaxamento” do confinamento poderia ser cogitado no dia 1º de dezembro, caso se confirme uma queda na curva de contágio, explicou Jean Castex, primeiro-ministro da França, mas nada confirma que o relaxamento acontecerá.

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O Reino Unido também vive uma fase delicada da pandemia, se tornando o primeiro país europeu a superar a marca de 50 mil mortes em decorrência da Covid-19.

As infecções e as mortes continuam aumentando na região, apesar de o governo de Boris Johnson ter decretado um novo “lockdown” na Inglaterra. A medida entrou em vigor no última quinta-feira e valerá até 2 de dezembro.

De acordo com a OMS, mais de 53,7 milhões de pessoas foram infectadas no mundo até então, com mais de 1,3 milhão de mortes registradas.

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(Com agências internacionais)

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