Primeira indústria de plástico biodegradável da América Latina começa a operar no Sul

Expectativa da ERT é gerar 160 empregos em Curitiba, com investimento de R$ 250 milhões

Companhia deseja se tornar a terceira maior empresa de biopolímeros do mundo

Na manhã da última quinta-feira (12), em Curitiba (PR), foi oficialmente inaugurada a planta industrial da Earth Renewable Technologies (ERT), primeira da América Latina focada na produção de plásticos com base de biopolímeros biodegradáveis. Pela primeira vez na história, uma empresa passa a produzir em território nacional uma solução alternativa a plásticos derivados de petróleo com fim de vida biodegradável.

São os plásticos de base orgânica, feitos a partir de materiais renováveis, que oferecem a marcas de todos os segmentos a possibilidade de substituir suas embalagens plásticas tradicionais (sejam potes, garrafas, talheres, copos, entre outros) por outros recipientes plásticos para qualquer uso e em qualquer formato, mas tendo em comum o fato de serem totalmente funcionais e se degradarem em até seis meses (contra os cerca de 400 anos do plástico de origem fóssil).

“Nossa empresa tem duas premissas. A primeira é de que o plástico é necessário, mas a segunda é de que os plásticos à base de petróleo não podem permanecer”, diz o membro do Conselho da ERT, Alan Fuchs. A expectativa da ERT na atual planta é crescer de 2 mil para 35 mil toneladas de polímeros, chegando em 800 milhões de faturamento e gerando 160 empregos em Curitiba, com investimento de R$ 250 milhões.

“Queremos nos tornar, em breve, a terceira maior empresa de biopolímeros do mundo”, aposta o CEO da ERT, Kim Gurtensten Fabri. A fibra patenteada pela ERT, intitulada Short Fiber Reinforced Polymer (SFRP), é a primeira tecnologia capaz de modificar drasticamente a performance de biopolímeros e entregar aplicações antes desconhecidas para estes materiais.

A ERT surgiu há 12 anos como uma startup na Clemsom University, referência em engenharia de polímeros, na Carolina do Sul (EUA). Há dois anos, iniciou uma pesquisa com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) focada no desenvolvimento de polímeros fabricados a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Atualmente, a produção utiliza a cana-de-açúcar inteira.