Petrobras vende REMAN, mas venda da RNEST fracassa; Vibra informa data para pagar provento, Opportunity chega a 15% da CVC e mais

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque o noticiário de venda de refinaria REMAN pela Petrobras, enquanto a venda da RNEST fracassou. Já a Vibra Energia anunciou data para pagamento de proventos. Ainda em destaque, a Opportunity atingiu 15,2% das ações da CVC. Confira mais destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras comunicou a venda da refinaria Isaac Sabbá (REMAN) por US$ 189,5 milhões para a Ream Participações, dos sócios da Atem’s Distribuidora de Petróleo.

A Petrobras também buscou vender a Refinaria de Abreu e Lima (RNEST). Porém, de acordo com a empresa, os interessados não apresentaram propostas. A Petrobras comunicou que está encerrando o processo de venda para avaliar os “próximos passos”.

O Morgan Stanley ressalta que, embora a venda da REMAN tenha sido um movimento na direção certa, a RNEST é uma unidade muito maior, com maior capacidade de processamento. Além disso, a refinaria tem potencial para aumentar a capacidade.

“Até o momento, a Petrobras tem enfrentado desafios no processo de desinvestimento da REPAR e da RNEST, o que pode aumentar a percepção de risco para a indústria de downstream no país”, apontam os analistas.

Vibra Energia (BRDT3)

A Vibra, ex-BR Distribuidora, realizará em 31 de agosto de 2021 o pagamento da segunda parcela referente à remuneração aos acionistas sob forma de dividendos, aprovados na última AGO, relativos ao exercício de 2020. O valor total dos dividendos a serem pagos no dia 31 de agosto de 2021 será de R$ 721,73 milhões (ou R$ 0,61951576215 por ação) dos quais cerca de R$ 707 milhões (R$ 0,60693556505) de principal e cerca  R$ 14,65 milhões (R$ 0,01258019711 por ação) de atualização monetária.

Farão jus aos dividendos os acionistas na posição acionária do dia 15 de abril de 2021 (inclusive). As ações da companhia passaram a ser negociadas ex-dividendos a partir de 16 de abril de 2021. Sobre o valor da atualização monetária haverá incidência de imposto de renda, excetuando-se os acionistas imunes e isentos.

“Vale destacar que em de 2021 já foram pagos Juros sobre capital próprio e dividendos no valor total de cerca de R$ 1,6 bilhão (R$ 1,37817085499 por ação), que somados a esta última parcela perfazem um valor total distribuídos aos acionistas de R$ 2,327 bilhões (R$ 1,99768661714), referente ao exercício 2020.

Santander Brasil (SANB11)

Em entrevista à agência Reuters, o superintendente da Santander Financiamentos, Marcio Giovannini, afirmou que o Santander Brasil (SANB11) está ampliando parcerias com varejistas em segmentos de crescimento acelerado para tentar acelerar sua carteira de financiamento ao consumo, no momento em que o país começa a sair da recessão provocada pela pandemia.

Desde dezembro passado, o banco elevou de 9 para 15 os segmentos em que atua no crédito ao consumo em parcerias com redes, passando a financiar desde a compra de equipamentos agrícolas e painéis solares a tratamentos odontológicos, passando por móveis e decoração.

CVC (CVCB3)

O fundo Opportunity HDF e Opportunity Gestão de Investimentos compraram ativos da CVC, chegando a fatia de 15,20% do total de ações ON, correspondente a 30.569.183 de ações.

MRV (MRVE3) 

A MRV informou que o Morgan Stanley chegou a um aposição equivalente a 5% do número total de ações ordinárias da construtora.

Track Field (TFCO4) 

A Safari Capital passou a deter 4,93% das ações preferenciais da Track Field, correspondentes a 3.547.300 ações preferenciais.

Lavvi (LAVV3)

A Miles Capital diminuiu a sua fatia na Lavvi para nível inferior a 5% do total das ações ordinárias.

Enauta (ENAT3)

A Enauta comunicou que a sua subsidiária Enauta Energia assinou Memorando de Entendimento (MoU) com a Yinson Holdings Berhad, por meio de sua subsidiária Yinson Acacia, para a negociação direta e exclusiva dos contratos de fornecimento do FPSO para o Sistema Definitivo  do Campo de Atlanta.

O MoU estabelece o início de negociação direta com exclusividade para o fornecimento do FPSO, abrangendo os acordos para afretamento, operação e manutenção da unidade de produção. A Yinson é uma empresa independente de prestação de serviços de FPSOs que atua globalmente e opera unidades de produção na África Ocidental, Américas, Europa e Sudeste Asiático.

“O MoU representa uma oportunidade de antecipar decisões relevantes para o sucesso da licitação do sistema definitivo de Atlanta e permite maior previsibilidade do início da operação e condições do SD de Atlanta. Decidimos seguir em frente com a Yinson, uma empresa tradicionalmente fornecedora de FPSOs, mundialmente conhecida, que já está se estabelecendo no mercado brasileiro. Chegamos a um acordo que corresponde às nossas expectativas de entregar um sistema de produção seguro e robusto. A Enauta também está alinhada com a Yinson em implementar soluções que minimizem a intensidade de carbono por barril produzido”, comentou Carlos Mastrangelo, Diretor de Operações da Companhia.

O processo de licitação do FPSO considera um FPSO com capacidade para processar 50 mil barris de óleo por dia, ao qual estarão conectados de 6 a 8 poços produtores, três deles já em operação no Sistema de Produção Antecipada. A licitação considera a adaptação de um FPSO existente e ainda não utilizado, o OSX-2, possibilitada por um contrato de exclusividade com opção de compra assinado pela Enauta. O processo de licitação dos demais serviços e equipamentos necessários para o desenvolvimento do SD está em andamento.

Adicionalmente, a empresa entrou com o pedido junto ao IBAMA para a obtenção da licença prévia do SD. A Companhia espera tomar a decisão final de investimento do SD no início de 2022 para assegurar o início da produção em meados de 2024. Localizado na Bacia de Santos, o Campo de Atlanta é operado pela Enauta Energia S.A., subsidiária integral da Companhia, que também detém 100% deste ativo.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Os investimentos nas obras da usina nuclear de Angra 3 desde dezembro de 2020 até 2023 deverão somar R$ 6 bilhões, apontou em apresentação nesta quarta-feira a Eletronuclear, subsidiária da estatal Eletrobras (ELET3). Segundo a diretora financeira da Eletrobras, Elvira Presta, os aportes para a usina, que deverá funcionar em 2026, mostram o compromisso da companhia em finalizar o empreendimento.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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